Lembro-me perfeitamente de uma aula de Português (naquela sala cá em baixo, no pavilhão velho, junto à rua, onde costumávamos abrir a porta quando estava calor para controlar quem passava lá fora...lembram-se meninas?) em que estávamos a falar do romantismo e onde analisámos toda a obra de Almeida Garret. Hoje, quando abri o Google e vi a imagem do poeta (se fosse vivo faria hoje anos), lembrei-me logo de um dos seus poemas que mais me marcou na altura, provavelmente porque estava no pico da adolescência e por sempre ter sido uma romântica incurável.
Porque o romantismo nunca fe mal a ninguém (exceptuando aqueles que morreram de amor...) aqui fica o tal poema que, lido numa tarde de primavera, me deixou a tremer:
Este Inferno de Amar
Este inferno de amar - como eu amo!
Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói -
Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há-de ela apagar?
Eu não sei, não me lembro: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez... - foi um sonho -
Em que paz tão serena a dormi!
Oh! que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim! despertar?
Só me lembra que um dia formoso
Eu passei... dava o sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? eu que fiz? - não no sei;
Mas nessa hora a viver comecei...


3 comments:
gosto =)
entao nao me lembro...belo poema e belas tardes... e qd tinhamos 2 blocos e se deixava a porta continuamente aberta "pa apanhar ar"
Uiiiiiiiiiii!!!!
Bela aulinha!!!!
Das melhores salas do Liceu... apesar... de também gostar muito daquela sala no 1º andar do Pavilhão Novo - que dava para ver a estrada até às Rosa!!! :P
E sim... LEMBRO-me muito, muito, muito deste poema...
LINDOOOOOOOOOOO!
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