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X Campo de Trabalho da Amnistia Internacional


Sempre que regresso de um Campo de Trabalho da AI tenho dificuldade em pousar. São 4 dias muito intensos (afinal de contas estamos fechados com 70 miúdos mais 10 monitores), onde aprendemos coisas novas, partilhamos histórias, criamos planos de trabalho, simulamos assembleias, discutimos e somos constantemente surpreendidos. É verdade que quando estamos a chegar ao final do Campo dizemos que já não os conseguimos aturar, que fazem barulho, que conversam nas palestras, que não cumprem as regras... mas acho que isso é um mecanismo de defesa e uma máscara que vestimos... porque é sempre assim: chegada a sessão de avaliação e despedida estamos todos de olhos brilhantes e marejados... porque sabemos que assim que começa a tocar o nosso tema há ali um interruptor que se liga e pronto... é sempre uma choradeira. É nessa altura que temos a certeza que cada um de nós pode fazer a diferença começando no meio que nos rodeia - a nossa família, os nossos amigos, os nossos colegas, etc.

Confúcio disse: "Mais vale acender uma vela do que maldizer a escuridão"... eu tento manter a minha acesa... e vocês?

1 comments:

Soph disse...

... de vela acesa!

SEMPRE! :)